Homens costumam adiar consultas e exames preventivos e manter pouco controle sobre o próprio histórico clínico. Organizar essas informações pode facilitar o acompanhamento médico e evitar problemas futuros
Quando o assunto é saúde, muitos homens ainda deixam o cuidado para depois. Consultas de rotina são adiadas, exames preventivos acabam esquecidos e receitas médicas e laudos ficam espalhados entre gavetas, pastas e aplicativos. O resultado disso é que várias doenças podem ser diagnosticadas tardiamente e o tratamento, mais complicado. No Dia dos Pais, a MYME, plataforma gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário e seus dependentes, traz cinco dicas para os filhos ajudarem seus pais a cuidar melhor da saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, os homens vivem, em média, 7,1 anos menos do que as mulheres no Brasil e apresentam risco entre 40% e 50% maior de morrer por doenças crônicas não-transmissíveis, como doenças cardiovasculares e respiratórias. Entre as razões apontadas pelo órgão está justamente a menor procura pelos serviços de saúde, o que faz com que muitos busquem atendimento quando os sintomas (e consequências) já estão avançados.
“As novas gerações precisam quebrar esse padrão de homens ‘descuidados’. No Dia dos Pais, uma forma de demonstrar carinho pode ser justamente facilitar a rotina de saúde com atitudes simples. E fazendo isso, o filho também preserva informações que podem ser importantes para consultas futuras, quando ele se torna responsável legal pelo pai e precisa conversar e tomar decisões com os médicos”, Lucas Santiago, cofundador da MYME. Confira as dicas:
Ação 1) A primeira medida é reunir as receitas médicas, resultados de exames e comprovantes de vacinação em uma única pasta. Ter acesso rápido ao histórico evita a perda de documentos e reduz o risco de repetir exames já realizados apenas porque o resultado não foi encontrado.
Ação 2) Manter a lista de medicamentos de uso contínuo atualizada. O registro deve incluir nome do remédio, dosagem e frequência de uso. Em situações de emergência ou durante uma nova consulta, essas informações podem fazer muita diferença na tomada de decisão médica.
Ação 3) Criar lembretes para consultas de rotina, exames preventivos e vacinação. Com a correria do dia a dia, é comum que retornos sejam esquecidos, principalmente quando o paciente não apresenta sintomas. Um calendário compartilhado entre pai e filho(s) pode ajudar a manter o acompanhamento em dia.
Ação 4) Manter uma lista com os contatos dos profissionais de saúde que acompanham o paciente, como clínico-geral, cardiologista, urologista, endocrinologista e outros especialistas. Além de facilitar o agendamento de consultas, isso agiliza o acesso às equipes médicas em caso de urgência.
Ação 5) Informar-se sobre o histórico familiar de doenças e conversar com o pai sobre a importância de registrar sintomas persistentes de qualquer espécie, como dores, náuseas, sangramentos, dificuldade de locomoção ou respiração. Essas informações ajudam na velocidade e acuracidade de futuros diagnósticos.
Usando a plataforma da MYME é possível centralizar todos os documentos e informações acima, incluindo o registro de sintomas. O histórico de saúde do paciente fica disponível em um aplicativo seguro e pode ser compartilhado (todo ou em partes) com profissionais e instituições de saúde.
“Manter o histórico médico organizado contribui para a redução de falhas médicas decorrentes da falta de informação, a prescrição de um medicamento com componente alérgico para o paciente, por exemplo”, ressalta Gabriel Barros, cofundador da MYME. “Neste Dia dos Pais, ajudar a colocar essa documentação em ordem pode ser um presente mais simbólico do que um relógio ou almoço especial.”
Como a MYME funciona
Ao criar uma conta na MYME, o usuário pode inserir informações em categorias sugeridas – Sintomas, Exames, Visita Médica, Medicação, Vacina e “Outros” – ou criar suas categorias (por exemplo, controle de glicemia, controle de pressão arterial e ciclo menstrual). A plataforma aceita arquivos em PDF, imagem e texto e tudo é inserido em uma linha do tempo do paciente. Qualquer dado ou categoria pode ser compartilhado via link.
“A plataforma também é pensada para o cuidado com o outro, lembrando que vivemos em comunidade e dependemos uns dos outros”, destaca Lucas Santiago, cofundador da MYME. Por isso, a plataforma permite que o usuário crie perfis de dependentes e divida sua gestão com outros responsáveis (familiares e cuidadores de um idoso, por exemplo).
Segurança de dados
A proteção de dados é um dos principais pontos de atenção do setor de saúde diante dos episódios recentes de vazamento de informações confidenciais. A segurança é o ponto focal da MYME. O cofundador e desenvolvedor da plataforma, Gabriel Barros, é engenheiro de software com experiência de 12 anos no Yahoo Internacional e liderança em um projeto de isolamento de dados sensíveis com Google e Microsoft. Ele garante que “a construção da infraestrutura da MYME parte do princípio de que dados de saúde exigem um nível máximo de proteção e controle pelo usuário.”
Complementar ao Meu SUS Digital
A MYME não disputa espaço com o Meu SUS Digital, plataforma do Ministério da Saúde que funciona como prontuário eletrônico do Serviço Único de Saúde (SUS). “O Meu SUS traz informações da rede pública e agora também permite o agendamento de consultas [inicialmente para 500 municípios brasileiros]. A MYME agrega o que o paciente tem em papéis, imagens e outros arquivos guardados consigo, além de dados do cotidiano que o SUS não registra”, diferencia Gabriel.
Sobre a MYME – É uma healthtech brasileira com uma plataforma gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário ou dependente. Reúne as informações de exames, vacinação, medicação e registros clínicos em uma linha do tempo compartilhável com cuidadores, profissionais e instituições de saúde. Fundada em 2025 pelo empreendedor em série Lucas Santiago e o engenheiro de software Gabriel Barros, a startup surge para enfrentar a fragmentação de dados médicos pessoais, com foco em segurança e continuidade dos cuidados com a saúde


