
A Rádio Cultura Brasil (77,9) prepara uma programação especial pelos 80 anos de nascimento de Belchior, nesta segunda-feira (26/10). Ao longo do dia, entrevistas históricas, depoimentos de artistas e atrações dedicadas à sua obra revisitam a trajetória do cantor e compositor, cuja música segue conquistando novas gerações. A programação reúne registros do acervo da emissora e conteúdos especiais que mostram a força e a atualidade de suas canções, que o artista queria ver cantadas, entendidas ou questionadas nos mais diversos lugares.
Às 7h, no Música e Notícia, Laura Mayumi apresenta depoimentos de pessoas que tiveram diferentes relações com a obra e a vida do cantor: Ana Cañas, artista que interpretou e gravou suas músicas; José Luiz Penna, que compôs com ele; Jorge Mello, que trabalhou diretamente com o artista; e Vannick Belchior, sua filha.
Às 10h, vai ao ar a primeira parte do Todamúsica, gravado nos estúdios da Cultura em 2005. Na entrevista, Belchior fala sobre a infância, a cidade de Sobral, sua maneira de compor e a importância da língua portuguesa em sua formação. A segunda parte do programa será transmitida às 13h.
Às 11h, o Galeria, com Fabiana Ferraz, atende aos pedidos dos ouvintes fãs do trabalho de Belchior. Às 14h, Alexandre Ingrevallo recebe, no Estúdio 77, Chris Fuscaldo, autora do livro Viver é melhor que sonhar: os últimos caminhos de Belchior, relançado em 2026.
No Letra e Música, às 17h, o Professor Pasquale também dedica o programa ao artista, com trechos de uma entrevista concedida por Belchior à TV Cultura e comentários sobre obras como A palo seco e Como nossos pais.
Às 20h, a emissora resgata outro registro de seu acervo: o Memória Popular Brasileira, com uma entrevista realizada com o cantor em Porto Alegre por Vanderlei Cunha.
Para encerrar a programação, às 23h, Giovanna Chaves apresenta um especial com sucessos de Belchior, celebrando uma obra que permanece viva entre diferentes gerações.
Nascido em Sobral, no Ceará, em 26 de outubro de 1946, Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes era estudioso, curioso e culto. Jovem, apreciava a música que vinha das ruas e das orquestras de sua cidade, mas nunca imaginou que seria cantor popular. Aprendeu línguas, estudou medicina, conheceu o sucesso e, mais tarde, optou pelo recolhimento. Oito décadas após seu nascimento, é cultuado por novos públicos. Se, tempos atrás, o bordão era “toca Raul”, hoje é possível ouvir outro pedido: “canta Belchior”.
Em entrevista à Rádio Cultura Brasil, em 2005, o artista afirmou que sempre fazia primeiro a letra e depois a melodia. Para ele, a letra era fundamental. O sucesso não se media pela presença constante em grandes eventos, no rádio ou na televisão, mas pela possibilidade de ter suas músicas cantadas, entendidas ou questionadas nos mais diversos lugares.

